domingo, 13 de janeiro de 2019

LUTANDO CONTRA O TEMPO.



O TEMPO.

Talvez seja o chão que faz pesar meu corpo,
talvez seja meu folego que me faz cansar,
Talvez minhas pernas prendem meus passos,
Ou seja meu corpo a pesar arrebatando o folego, e meu pulmão pedindo respiração pedindo mais ar a  me cansar.

Eu desejo pegar o sonho que voa além da mão, do fôlego, do corpo.
Passo a passo, persigo-o e passo longe, o sonho é rápido; de tão ligeiro que é nem que eu corra alcanço, cada vez voa para longe.

O sonho é rápido, é rasteiro... passa longe das mãos.
Está longe da mão e sempre dentro do coração,

Se alço a mão, não o alcanço, ele está longe,
Não há força física que alcance o sonho,
o sonho é sutil como a luz, esguio como o vento, intocável como a sombra,

Se alcança o sonho pela realização
usando a força da mente, só a pureza da imaginação, 

o pego usando somente a imaginação.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Poesia e Razão





Efêmera

    Quando a flor nasce, ninguém ri e ninguém chora;

se a flor morrer, não quem chore, nem quem sorria. 
Arrancam-na da galha a flor e quem ri, tem quem chore.

    A vida corre tão rápido que nem se vê quando passou,
quando se nasce há que ria, há quem chore; quando se passa pela vida, tudo 
que resta é a dor no peito, a saudade. Haverá qume sorria, haverá quem chore.

   Corra com vida, sorria com ela, chore enquanto nela: 
a vida nasce com um amor e morre como uma flor. 
   Na flor da vida, ninguém repara quando nasce o amor, 
nem quando morre. 

Ninguém chora por ela, ningém liga
quande se arrancam a flor da vida.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A volta.

Corra, como nunca correu
Viva como como nunca viveu
Caminhe e não pares, pense.
Parei para pensar: aparei, capinei, quebrei, me quebrei, chorei, ri, errei e aprendi.

Então volte como nunca voltou, não pense como pensou1
Pare como nunca parou, como nunca.
Corra, pensa: Passou-se o tempo de parar, aparar, capinar, me quebrar, errar, aprender e chorar.

Dona Geralda, como santa, quando era tudo marrom. A vida é uma arma mortal seus gatilhos sensíveis, um dia, será tocado, e ela dispara.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

CREPÚSCULO COM SÔNIA

O cheiro, o gosto de seu lábio, o tato na sua língua: tão liso seu sorriso. O afago, quando lhe abraço,
nem saio, fico colado ao seu corpo: ofegando, o que lhe digo esqueço. Eram palavras da hora de amor.

O amor é tão rápido e tão frágil. Parece-me que as horas param, que o amor é forte. Mas o tempo passa e o corpo relaxa, a respiração normaliza... o que falamos surrando é segredo de amor que se esquece.

O tempo para: parece-me as horas não passam. Que o amor é eterno, que nunca acaba.
Nem segredos há no amor, somente dois: o amor e que somos somente um.

Digo que lhe amo, falo sussurrando segredos de amor, de sentimentos de prazeres humanos: o prazer de amar é carnal, é inaudito.

O amor é momento mas não é frugal, é tão frágil mas puro, é calmo e agitado, tudo depende do momento do amor...

É tão forte amar, tão puro e tão imundo... O momento do amor, do prazer, da resposta nos olhares:  
Tão selvagem e tão manso é o prazer de fazer amor.

Lhe digo palavras fortes de amor, seus olhos respondem... dizem-me que seus ouvidos querem ouvir mais: Quase inaudíveis são ditas, mas o corpo ouve, entende, treme e ama. Esse é o amor sereno e dócil... calmo e selvagem.

Um corpo lê, o outro responde: Há fórmula para se fazer amor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

CONSCIÊNCIA

MUDE

Não leve a consciência de quem pensa leve,
nem de leve o pensamento da consciência de quem pensa é leve,

Hoje sou, ontem eu não era e mudei,
eu disse, não fiz, mudei.
Se queria e não quero, mudei

Não leve a consciência leve, não a leve a sério.
Não é leve a consciência, não a leve a sério.
A consciência de quem pensa leve, não leve.
Falei e não fiz, prometi e não cumpri... Nem lembro se fiz.

Não leve a consciência leve de quem pensa, tenha paciência.
A paciência... a paciência é leve, é um dom.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

TODOS OS DIAS SÃO LINDOS, DEPOIS DE AMAR.

POESIA, POESIA, POESIA

Todos os dias são lindos, (...).

São lindos mesmo se chover muito, são lindos mesmo se fizer sol quente.

Mesmos se as noites forem estreladas, ou se o céu estiverem escuros sem estrelas, ou estiverem nublados, ou abafados, os dias são lindos. Todos os dias são lindos, são porque porque você existe, é sua existência que faz a vida ser leve mesmo que a carga de todos os dias sejam pesadas, tornam-na mais feliz ainda que as lágrimas rolem por causa da dor e saudades, faz-na sorrir, mesmo em meio ao choro e da dor, faz-me sonhar sem nem mesmo querer acordar.

Sem dúvidas, é feliz o homem que você escolheu amar, só ele é que pode ouvir seu sussurro de amor dele depois de amar, só ele pode beijá-la ao despertar, só ele pode despertar ouvindo você falar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Leve

O pensar de um poeta é volúvel, volúvel é o pensamento de uma poesia.

O pensamento voa, não se prende, se liberta.

Leve é o pensamento na poesia... odeie o poeta e ele não sofrerá. O pensamento não desce, é leve... é impossível prender o pensar (é impossível domesticar e engaiolar o pássaro selvagem)...

Se odiar o poeta, ele não sofrerá; se odiar o pensar do poeta, o ferirá e assim ele não poderá voar.

Só um poeta sofre o pensamento preso, só ele sofre quando o pensamento não voa, é preso, é impossível ao poeta não amar.