sexta-feira, 13 de julho de 2018

Poesia e Razão





Efêmera

    Quando a flor nasce, ninguém ri e ninguém chora;

se a flor morrer, não quem chore, nem quem sorria. 
Arrancam-na da galha a flor e quem ri, tem quem chore.

    A vida corre tão rápido que nem se vê quando passou,
quando se nasce há que ria, há quem chore; quando se passa pela vida, tudo 
que resta é a dor no peito, a saudade. Haverá qume sorria, haverá quem chore.

   Corra com vida, sorria com ela, chore enquanto nela: 
a vida nasce com um amor e morre como uma flor. 
   Na flor da vida, ninguém repara quando nasce o amor, 
nem quando morre. 

Ninguém chora por ela, ningém liga
quande se arrancam a flor da vida.