sexta-feira, 13 de julho de 2018

Poesia e Razão





Efêmera

    Quando a flor nasce, ninguém ri e ninguém chora;

se a flor morrer, não quem chore, nem quem sorria. 
Arrancam-na da galha a flor e quem ri, tem quem chore.

    A vida corre tão rápido que nem se vê quando passou,
quando se nasce há que ria, há quem chore; quando se passa pela vida, tudo 
que resta é a dor no peito, a saudade. Haverá qume sorria, haverá quem chore.

   Corra com vida, sorria com ela, chore enquanto nela: 
a vida nasce com um amor e morre como uma flor. 
   Na flor da vida, ninguém repara quando nasce o amor, 
nem quando morre. 

Ninguém chora por ela, ningém liga
quande se arrancam a flor da vida.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A volta.

Corra, como nunca correu
Viva como como nunca viveu
Caminhe e não pares, pense.
Parei para pensar: aparei, capinei, quebrei, me quebrei, chorei, ri, errei e aprendi.

Então volte como nunca voltou, não pense como pensou1
Pare como nunca parou, como nunca.
Corra, pensa: Passou-se o tempo de parar, aparar, capinar, me quebrar, errar, aprender e chorar.

Dona Geralda, como santa, quando era tudo marrom. A vida é uma arma mortal seus gatilhos sensíveis, um dia, será tocado, e ela dispara.