O cheiro, o gosto de seu lábio, o tato na sua língua: tão liso seu sorriso. O afago, quando lhe abraço,
nem saio, fico colado ao seu corpo: ofegando, o que lhe digo esqueço. Eram palavras da hora de amor.
O amor é tão rápido e tão frágil. Parece-me que as horas param, que o amor é forte. Mas o tempo passa e o corpo relaxa, a respiração normaliza... o que falamos surrando é segredo de amor que se esquece.
O tempo para: parece-me as horas não passam. Que o amor é eterno, que nunca acaba.
Nem segredos há no amor, somente dois: o amor e que somos somente um.
Digo que lhe amo, falo sussurrando segredos de amor, de sentimentos de prazeres humanos: o prazer de amar é carnal, é inaudito.
O amor é momento mas não é frugal, é tão frágil mas puro, é calmo e agitado, tudo depende do momento do amor...
É tão forte amar, tão puro e tão imundo... O momento do amor, do prazer, da resposta nos olhares: Tão selvagem e tão manso é o prazer de fazer amor.
Lhe digo palavras fortes de amor, seus olhos respondem... dizem-me que seus ouvidos querem ouvir mais: Quase inaudíveis são ditas, mas o corpo ouve, entende, treme e ama. Esse é o amor sereno e dócil... calmo e selvagem.
Um corpo lê, o outro responde: Há fórmula para se fazer amor.
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